Região Autónoma da Madeira e o Processo Autonómico
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Qual a sua opinião acerca deste tópico?
Novas Medidas no Desporto
Diário de Notícias - O Conselho de Governo reunido esta manhã na Quinta Vigia aprovou, sob proposta do IDRAM (Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira), um conjunto de 11 regulamentos com o objectivo de operacionalizar medidas estratégicas para o desporto na Região.
Paralelamente, o Governo Regional (GR) anunciou a criação da 'Série Madeira' a partir da época desportiva 2009/2010. A nova competição vai integrar os 'emblemas' regionais que militam na III Divisão de futebol. O GR admite ainda estender a decisão a outras modalidades.
Os novos regulamentos revelam uma aposta no desporto de lazer privilegiando projectos de longa duração que mobilizem regularmente cidadãos para actividades desportivas em contacto com a natureza.
Além do número de participantes e clubes, o apoio às competições desportivas regionais terá em consideração novos parâmetros, nomeadamente actividades desenvolvidas e os concelhos envolvidos. Para o efeito, os regulamentos englobam todos os escalões federados com prática desportiva.
As medidas estratégicas prevêm ainda penalizações financeiras para colectividades e clubes com excesso de atletas de fora da região.
Os atletas de alto rendimento passam a estar sujeitos a um conjunto de direitos e deveres.
Paralelamente, o Governo Regional (GR) anunciou a criação da 'Série Madeira' a partir da época desportiva 2009/2010. A nova competição vai integrar os 'emblemas' regionais que militam na III Divisão de futebol. O GR admite ainda estender a decisão a outras modalidades.
Os novos regulamentos revelam uma aposta no desporto de lazer privilegiando projectos de longa duração que mobilizem regularmente cidadãos para actividades desportivas em contacto com a natureza.
Além do número de participantes e clubes, o apoio às competições desportivas regionais terá em consideração novos parâmetros, nomeadamente actividades desenvolvidas e os concelhos envolvidos. Para o efeito, os regulamentos englobam todos os escalões federados com prática desportiva.
As medidas estratégicas prevêm ainda penalizações financeiras para colectividades e clubes com excesso de atletas de fora da região.
Os atletas de alto rendimento passam a estar sujeitos a um conjunto de direitos e deveres.
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Exceptis excipiendis.
Est autem fides credere quod nondum vides; cuius fidei merces est videre quod credis.
Mea mihi conscientia pluris est quam omnium sermo.
Multi famam, conscientiam pauci verentur.
Exceptis excipiendis.
Est autem fides credere quod nondum vides; cuius fidei merces est videre quod credis.
Mea mihi conscientia pluris est quam omnium sermo.
Multi famam, conscientiam pauci verentur.

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Dr. Alberto João Jardim Crítica a Justiça Portuguesa
Diário de Notícias -A insegurança e a crescente taxa de inflação são os principais problemas com que se debate a comunidade madeirense radicada na Venezuela. A preocupação foi manifestada, ontem, por Alberto João Jardim, no regresso da visita oficial que fez de 29 de Junho a 6 Julho àquele país sul-americano, no âmbito das celebrações do Dia da Madeira. Tal como referiu, «A insegurança e a inflação são os dois problemas que mais afectam a comunidade. A insegurança é também um problema para o próprio governo, sendo um entrave ao progresso económico e social. Por outro lado, há também o problema da inflação.
Há massa monetária posta a circular sem corresponder a produtividade».
Num balanço «muito positivo» à visita, o líder madeirense só lamentou não ter sido possível reunir com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, devido à indisponibilidade do governante, por motivos de
agenda. Porém, acrescentou, «estive com dois ministros que interessavam estar, a senhora ministra do Turismo e o responsável para os Assuntos Europeus, além do cardeal da Venezuela num momento em que não são as melhores as relações entre a Igreja e o Governo».
Recebido sempre por milhares de pessoas, o presidente do Executivo constatou que «a comunidade deu um grande salto», salientando que o crescimento económico, foi acompanhado pela evolução social e cultural. «Hoje toda a gente tem famílias na universidade e há já muita gente formada que é de origem madeirense». Abordado sobre o perdão, pelo Estado português das dívidas a Moçambique, na ordem dos 420 milhões de euros, Jardim declarou «recear que a Madeira seja ainda mais roubada para Portugal andar a fazer perdões de dívidas». O presidente da Comissão Pró-celebração do Dia da Região
Autónoma da Madeira em Caracas, Agostinho Gomes Lucas, não escondeu o seu entusiasmo à forma como a comunidade madeirense recebeu Alberto João Jardim, nos eventos programados durante a visita. O líder regional contactou com a comunidade nas cidades de Caracas, Maracay e Valência, além de ter marcado presença nos clubes Centro Português de Caracas, Centro Marítimo da Venezuela, Casa Portuguesa de Arágua e Centro Social Madeirense de Valência. Agostinho Gomes Lucas foi categórico ao afirmar que Jardim teve uma recepção mais apoteótica do que o primeiro-ministro, José
Sócrates, em Maio último. «O Dr. Alberto João não necessitou trazer uma artista de gabarito, de Portugal, para acolher três mil pessoas, e esteve em vários sítios onde congregou esse mesmo número de presenças», aludindo ao espectáculo da Marisa no Parque del Este, em Caracas. Líder madeirense estranha presença "terrorista" na festa do PCP Jardim critica justiça portuguesa por permitir FARC no "Avante". A eventual presença de representantes das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARC), na Festa do Avante, organizada pelo PCP, foi ontem duramente criticada pelo líder madeirense. Jardim estranha que uma organização considerada de "terrorista" pela União Europeia e pelos Estados Unidos, volte este ano a ter permissão da justiça portuguesa para marcar presença na festa anual do PCP que se realiza de 5 e 7 de Setembro, na Amora. «O que me espanta é que depois do direito internacional condenar sequestrar pessoas, não percebo o que anda a fazer a justiça portuguesa, que todos os anos vem a Portugal uma representação dessas forças e as autoridades portuguesa não se mexem. Não sei que raio andam a fazer as polícias e o Ministério Público», criticou o presidente do Executivo.
Para Jardim, «é espantoso este país, até quando Fidel Castro já condena os homens da guerrilha colombiana, os terroristas narco-traficantes que fazem sequestros, andar o PCP na Assembleia da
República a defender essa gente».
Há massa monetária posta a circular sem corresponder a produtividade».
Num balanço «muito positivo» à visita, o líder madeirense só lamentou não ter sido possível reunir com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, devido à indisponibilidade do governante, por motivos de
agenda. Porém, acrescentou, «estive com dois ministros que interessavam estar, a senhora ministra do Turismo e o responsável para os Assuntos Europeus, além do cardeal da Venezuela num momento em que não são as melhores as relações entre a Igreja e o Governo».
Recebido sempre por milhares de pessoas, o presidente do Executivo constatou que «a comunidade deu um grande salto», salientando que o crescimento económico, foi acompanhado pela evolução social e cultural. «Hoje toda a gente tem famílias na universidade e há já muita gente formada que é de origem madeirense». Abordado sobre o perdão, pelo Estado português das dívidas a Moçambique, na ordem dos 420 milhões de euros, Jardim declarou «recear que a Madeira seja ainda mais roubada para Portugal andar a fazer perdões de dívidas». O presidente da Comissão Pró-celebração do Dia da Região
Autónoma da Madeira em Caracas, Agostinho Gomes Lucas, não escondeu o seu entusiasmo à forma como a comunidade madeirense recebeu Alberto João Jardim, nos eventos programados durante a visita. O líder regional contactou com a comunidade nas cidades de Caracas, Maracay e Valência, além de ter marcado presença nos clubes Centro Português de Caracas, Centro Marítimo da Venezuela, Casa Portuguesa de Arágua e Centro Social Madeirense de Valência. Agostinho Gomes Lucas foi categórico ao afirmar que Jardim teve uma recepção mais apoteótica do que o primeiro-ministro, José
Sócrates, em Maio último. «O Dr. Alberto João não necessitou trazer uma artista de gabarito, de Portugal, para acolher três mil pessoas, e esteve em vários sítios onde congregou esse mesmo número de presenças», aludindo ao espectáculo da Marisa no Parque del Este, em Caracas. Líder madeirense estranha presença "terrorista" na festa do PCP Jardim critica justiça portuguesa por permitir FARC no "Avante". A eventual presença de representantes das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARC), na Festa do Avante, organizada pelo PCP, foi ontem duramente criticada pelo líder madeirense. Jardim estranha que uma organização considerada de "terrorista" pela União Europeia e pelos Estados Unidos, volte este ano a ter permissão da justiça portuguesa para marcar presença na festa anual do PCP que se realiza de 5 e 7 de Setembro, na Amora. «O que me espanta é que depois do direito internacional condenar sequestrar pessoas, não percebo o que anda a fazer a justiça portuguesa, que todos os anos vem a Portugal uma representação dessas forças e as autoridades portuguesa não se mexem. Não sei que raio andam a fazer as polícias e o Ministério Público», criticou o presidente do Executivo.
Para Jardim, «é espantoso este país, até quando Fidel Castro já condena os homens da guerrilha colombiana, os terroristas narco-traficantes que fazem sequestros, andar o PCP na Assembleia da
República a defender essa gente».
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Jaime Gama reitera elogios a Jardim e à Madeira
JORNAL DA MADEIRA - O presidente da Assembleia da República, Jaime
Gama, reiterou, ontem, os elogios que havia tecido ao progresso da
Madeira e ao presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim,
quando se deslocou à Madeira, a 28 de Março passado, por ocasião do
Congresso da Associação Nacional de Freguesias.
Numa entrevista à jornalista Maria Flor Pedroso, da RDP,
transmitida ontem, Jaime Gama falou aproximadamente nove minutos sobre
a Madeira, reafirmando tudo aquilo que já havia dito sobre o progresso
da Região, alcançado sob a batuta de Jardim.
Quando abordado sobre os rasgados elogios, Jaime Gama sustentou
que «aquilo que digo é em função do que penso e não do que ouço, nem do
que acho adequado que seja dito para obter bom efeito». Por isso,
sublinhou que «tudo aquilo que eu disse a esse propósito, mantenho, sem
lhe alterar uma vírgula». Por outro lado, referiu-se ainda a Alberto
João Jardim como «figura ímpar» e «combatente político em democracia».
Questionado sobre que necessidade sentiu de fazer estes elogios
públicos, que tão mal foram recebidos no seio do PS, o histórico
socialista respondeu que conhece a Madeira «desde há mais de 50 anos» e
que sabe «como a Madeira evoluiu na sua economia e no seu
desenvolvimento social». «Conheço os seus índices económicos, no quadro
da comparação europeia e no quadro da comparação nacional», disse
ainda.
Recorde-se que, quando esteve na Região, Jaime Gama enalteceu o
«vasto e notável progresso» da Madeira nos últimos 30 anos. Segundo
referiu, a Madeira representa «uma conquista extraordinária» e uma
«obra ímpar», sendo que esta «obra notável» «tem um rosto e um nome, e
esse nome é o do presidente do Governo Regional». Para Jaime Gama, a
Madeira tem em Alberto João Jardim «um exemplo supremo na vida
democrática do que é um político combativo». Para os madeirenses, «tudo
é uma conquista», afirmou ainda, dizendo que os madeirenses vêem na sua
Autonomia «uma concepção de luta, de combate, de tenacidade, de
vitória, de dinâmica, de afirmação em crescendo. E isso deve ser
compreendido, aceite, integrado, reconhecido e valorizado».
Gama, reiterou, ontem, os elogios que havia tecido ao progresso da
Madeira e ao presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim,
quando se deslocou à Madeira, a 28 de Março passado, por ocasião do
Congresso da Associação Nacional de Freguesias.
Numa entrevista à jornalista Maria Flor Pedroso, da RDP,
transmitida ontem, Jaime Gama falou aproximadamente nove minutos sobre
a Madeira, reafirmando tudo aquilo que já havia dito sobre o progresso
da Região, alcançado sob a batuta de Jardim.
Quando abordado sobre os rasgados elogios, Jaime Gama sustentou
que «aquilo que digo é em função do que penso e não do que ouço, nem do
que acho adequado que seja dito para obter bom efeito». Por isso,
sublinhou que «tudo aquilo que eu disse a esse propósito, mantenho, sem
lhe alterar uma vírgula». Por outro lado, referiu-se ainda a Alberto
João Jardim como «figura ímpar» e «combatente político em democracia».
Questionado sobre que necessidade sentiu de fazer estes elogios
públicos, que tão mal foram recebidos no seio do PS, o histórico
socialista respondeu que conhece a Madeira «desde há mais de 50 anos» e
que sabe «como a Madeira evoluiu na sua economia e no seu
desenvolvimento social». «Conheço os seus índices económicos, no quadro
da comparação europeia e no quadro da comparação nacional», disse
ainda.
Recorde-se que, quando esteve na Região, Jaime Gama enalteceu o
«vasto e notável progresso» da Madeira nos últimos 30 anos. Segundo
referiu, a Madeira representa «uma conquista extraordinária» e uma
«obra ímpar», sendo que esta «obra notável» «tem um rosto e um nome, e
esse nome é o do presidente do Governo Regional». Para Jaime Gama, a
Madeira tem em Alberto João Jardim «um exemplo supremo na vida
democrática do que é um político combativo». Para os madeirenses, «tudo
é uma conquista», afirmou ainda, dizendo que os madeirenses vêem na sua
Autonomia «uma concepção de luta, de combate, de tenacidade, de
vitória, de dinâmica, de afirmação em crescendo. E isso deve ser
compreendido, aceite, integrado, reconhecido e valorizado».
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Voto Electrónico
A Assembleia da República aprecia hoje e vota quinta-feira um Projecto de Proposta de Lei aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa regional que visa garantir o voto electrónico nas eleições legislativas regionais às pessoas deslocadas do arquipélago.
A Proposta de Lei visa alterar a Lei Eleitoral para a Região Autónoma da Madeira introduzindo o voto electrónico possibilitando aos eleitores deslocados da Região por motivos vários o cumprimento da sua cidadania em igualdade de direitos com os que permanecem no arquipélago no dia das eleições.
O Projecto de Proposta à Assembleia da República, da autoria do PSD-M através da JSD-M mas votado por todos os partidos com assento no parlamento regional, é denominado "Exercício do direito de voto para a eleição da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira pelos eleitores recenseados na Região Autónoma da Madeira, deslocados da sua área de recenseamento no dia do acto eleitoral através do voto antecipado e do voto por meio electrónico". No voto electrónico, qualquer eleitor recenseado na Região Autónoma da Madeira que se encontre deslocado no dia do acto eleitoral, no território do Continente ou na Região Autónoma dos Açores, dirige-se ao presidente da câmara do município em cuja área se encontra recenseado, até ao 15.º dia anterior ao da eleição, manifestando a sua vontade de exercer o direito de voto por meio electrónico, identificando-se através de bilhete de identidade e indicando o seu número de inscrição no recenseamento.
A Proposta de Lei visa alterar a Lei Eleitoral para a Região Autónoma da Madeira introduzindo o voto electrónico possibilitando aos eleitores deslocados da Região por motivos vários o cumprimento da sua cidadania em igualdade de direitos com os que permanecem no arquipélago no dia das eleições.
O Projecto de Proposta à Assembleia da República, da autoria do PSD-M através da JSD-M mas votado por todos os partidos com assento no parlamento regional, é denominado "Exercício do direito de voto para a eleição da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira pelos eleitores recenseados na Região Autónoma da Madeira, deslocados da sua área de recenseamento no dia do acto eleitoral através do voto antecipado e do voto por meio electrónico". No voto electrónico, qualquer eleitor recenseado na Região Autónoma da Madeira que se encontre deslocado no dia do acto eleitoral, no território do Continente ou na Região Autónoma dos Açores, dirige-se ao presidente da câmara do município em cuja área se encontra recenseado, até ao 15.º dia anterior ao da eleição, manifestando a sua vontade de exercer o direito de voto por meio electrónico, identificando-se através de bilhete de identidade e indicando o seu número de inscrição no recenseamento.
in Diário de Notícias (MADEIRA)
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Funchal é único na recolha selectiva porta-a-porta
JORNAL DA MADEIRA - Até ao final do ano, todo o concelho do Funchal estará coberto pela recolha selectiva porta-a-porta de todos os tipos de resíduos.
Tal facto tornará o Funchal um caso único em todo o país, segundo adiantou ao JORNAL da MADEIRA o vereador com o pelouro do Ambiente da Câmara Municipal do Funchal. «Vamos acabar este ano com a cobertura do concelho todo em termos de recolha selectiva porta-a-porta, quer de vidro, papel e cartão e ainda de embalagens», disse Henrique Costa Neves, salientando que este é um patamar que se atinge com muito esforço, planeamento e investimento, e frisando que o facto de o Funchal ser o único concelho do país nesta condição é um motivo de orgulho.
Quercus esteve no Funchal a filmar a recolha
O nível atingido pelo Funchal é de tal forma exemplar que, segundo o nosso interlocutor, já despertou o interesse da Quercus nacional. De acordo com Henrique Costa Neves, a associação ambientalista fez
deslocar à Região, este mês, uma equipa de filmagens, que acompanhou os circuitos de recolha selectiva, tendo já emitido imagens e documentários televisivos sobre esta realidade. Além disso, a própria Sociedade Ponto Verde também se deslocou ao Funchal, na passada semana, para presenciar esta realidade, porque «diz que é um caso exemplar e único».
Dizendo-se «realizado» com esta situação, o tutelar da pasta do Ambiente da autarquia funchalense sustenta que este é «um investimento ambiental que vale a pena», sendo que a edilidade «decidiu levar isto avante, porque é a única forma de reduzir o lixo indiferenciado».
Por outro lado, além dos benefícios ambientais, o nosso interlocutor acrescenta que a recolha selectiva porta-a-porta é «extremamente cómoda», pelo que «não há desculpa para as pessoas não separarem».
Henrique Costa Neves refere que é notório que há uma adesão «muito grande» da parte das pessoas, pelo que «temos aumentado de forma significativa a quantidade de resíduos recicláveis», assim como tem vindo a diminuir a produção de lixo indiferenciado. Apesar disso, este responsável adianta que o objectivo é reduzir cada vez mais, tendo em conta que «é muito caro entregar o lixo indiferenciado na Meia Serra».
Tal facto tornará o Funchal um caso único em todo o país, segundo adiantou ao JORNAL da MADEIRA o vereador com o pelouro do Ambiente da Câmara Municipal do Funchal. «Vamos acabar este ano com a cobertura do concelho todo em termos de recolha selectiva porta-a-porta, quer de vidro, papel e cartão e ainda de embalagens», disse Henrique Costa Neves, salientando que este é um patamar que se atinge com muito esforço, planeamento e investimento, e frisando que o facto de o Funchal ser o único concelho do país nesta condição é um motivo de orgulho.
Quercus esteve no Funchal a filmar a recolha
O nível atingido pelo Funchal é de tal forma exemplar que, segundo o nosso interlocutor, já despertou o interesse da Quercus nacional. De acordo com Henrique Costa Neves, a associação ambientalista fez
deslocar à Região, este mês, uma equipa de filmagens, que acompanhou os circuitos de recolha selectiva, tendo já emitido imagens e documentários televisivos sobre esta realidade. Além disso, a própria Sociedade Ponto Verde também se deslocou ao Funchal, na passada semana, para presenciar esta realidade, porque «diz que é um caso exemplar e único».
Dizendo-se «realizado» com esta situação, o tutelar da pasta do Ambiente da autarquia funchalense sustenta que este é «um investimento ambiental que vale a pena», sendo que a edilidade «decidiu levar isto avante, porque é a única forma de reduzir o lixo indiferenciado».
Por outro lado, além dos benefícios ambientais, o nosso interlocutor acrescenta que a recolha selectiva porta-a-porta é «extremamente cómoda», pelo que «não há desculpa para as pessoas não separarem».
Henrique Costa Neves refere que é notório que há uma adesão «muito grande» da parte das pessoas, pelo que «temos aumentado de forma significativa a quantidade de resíduos recicláveis», assim como tem vindo a diminuir a produção de lixo indiferenciado. Apesar disso, este responsável adianta que o objectivo é reduzir cada vez mais, tendo em conta que «é muito caro entregar o lixo indiferenciado na Meia Serra».
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Pestana Hotels & Resorts sobe nas maiores
JORNAL DA MADEIRA - Pestana Hotels & Resorts subiu um lugar nas 300 maiores cadeias hoteleiras do mundo, segundo a tabela acabada de publicar pela revista norte-americana Hotels.
Elaborado anualmente, sempre no mês de Julho, o ranking deste ano, reportando números de 2007, exige um reparo já que coloca outro grupo hoteleiro nacional muito à frente do grupo liderado por Dionísio Pestana. Enquanto Pestana Hotels & Resorts surge em 94.º, com 8.724 quartos, o Grupo Vila Galé (que, entre as 18 unidades que dispõe, tem uma na Madeira) aparece num surpreendente 81.º lugar, com 10.100 quartos.
Habituados a ver o grupo de Jorge Rebelo de Almeida na tabela, mas em posições bem mais modestas, indagamos junto do próprio grupo e verificamos que, na realidade, tem hoje o mesmo número de camas que tinha no final de 2007: 4.258. Feitas as contas universalmente seguidas pelo sector, temos então 2.129 quartos. Em termos de ranking passa então a ficar no 284.º lugar.
Feita esta correcção, vejamos então a classificação de Pestana Hotels & Resorts.
Embora esteja no ranking em 94.º lugar, a sua posição correcta será a 93.º maior cadeia hoteleira do mundo.
Continua a ser, de longe, a maior cadeia hoteleira de Portugal com 8.724 quartos, mais 579 que na edição anterior.
Além disso, surge com 86 unidades (+4 que na edição de 2007). A nível da Europa, Pestana Hotels & Resorts desce de 29.º para 31.º, interrompendo a subida que vinha empreendendo desde 2004, ano em
que passa a ter a gestão das Pousadas de Portugal. E, na Península Ibérica, de 10.º passa para 11.º, o mesmo lugar que ocupava na edição de 2004.
Numa análise à classificação de Pestana Hotels & Resorts, desde a edição de 2003, vemos que tem havido um crescimento contínuo e sistemático.
Em 2003, ocupava o 152.º lugar, com 5.328 quartos e 28 unidades. Nos anos seguintes a classificação era a seguinte: em 2004, estava em 130.º lugar, com 7.266 quartos e 72 unidades; em 2005, estava em 121.º
lugar, com 7.405 quartos e 75 unidades; em 2006, estava em 109.º lugar, com 7.587 quartos e 78 unidades; em 2007, estava em 94.º lugar, com 8.145 quartos e 82 unidades; e, finalmente, este ano, está em 93.º, com 8.724 quartos e 86 unidades.
Elaborado anualmente, sempre no mês de Julho, o ranking deste ano, reportando números de 2007, exige um reparo já que coloca outro grupo hoteleiro nacional muito à frente do grupo liderado por Dionísio Pestana. Enquanto Pestana Hotels & Resorts surge em 94.º, com 8.724 quartos, o Grupo Vila Galé (que, entre as 18 unidades que dispõe, tem uma na Madeira) aparece num surpreendente 81.º lugar, com 10.100 quartos.
Habituados a ver o grupo de Jorge Rebelo de Almeida na tabela, mas em posições bem mais modestas, indagamos junto do próprio grupo e verificamos que, na realidade, tem hoje o mesmo número de camas que tinha no final de 2007: 4.258. Feitas as contas universalmente seguidas pelo sector, temos então 2.129 quartos. Em termos de ranking passa então a ficar no 284.º lugar.
Feita esta correcção, vejamos então a classificação de Pestana Hotels & Resorts.
Embora esteja no ranking em 94.º lugar, a sua posição correcta será a 93.º maior cadeia hoteleira do mundo.
Continua a ser, de longe, a maior cadeia hoteleira de Portugal com 8.724 quartos, mais 579 que na edição anterior.
Além disso, surge com 86 unidades (+4 que na edição de 2007). A nível da Europa, Pestana Hotels & Resorts desce de 29.º para 31.º, interrompendo a subida que vinha empreendendo desde 2004, ano em
que passa a ter a gestão das Pousadas de Portugal. E, na Península Ibérica, de 10.º passa para 11.º, o mesmo lugar que ocupava na edição de 2004.
Numa análise à classificação de Pestana Hotels & Resorts, desde a edição de 2003, vemos que tem havido um crescimento contínuo e sistemático.
Em 2003, ocupava o 152.º lugar, com 5.328 quartos e 28 unidades. Nos anos seguintes a classificação era a seguinte: em 2004, estava em 130.º lugar, com 7.266 quartos e 72 unidades; em 2005, estava em 121.º
lugar, com 7.405 quartos e 75 unidades; em 2006, estava em 109.º lugar, com 7.587 quartos e 78 unidades; em 2007, estava em 94.º lugar, com 8.145 quartos e 82 unidades; e, finalmente, este ano, está em 93.º, com 8.724 quartos e 86 unidades.
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Tailândia pode cooperar com a Madeira
Diário de Notícias (MADEIRA) - O novo embaixador da Tailândia em Portugal acha que pode e devem ser
desenvolvidas as relações ecomicas e políticas entre Portugal e o seu país. Nesse âmbito, é também possível uma cooperação com a Madeira, em especial na área do turismo.
O embaixador manifestou essa opinião no final de um encontro com Alberto João Jardim, ontem à tarde na Quinta Vigia, que serviu para o diplomata se apresentar e melhor conhecer a realidade madeirense.
O embaixador, que foi nomeado para Lisboa há seis meses, disse haver uma certa identificação da realidade madeirense com a tailandesa, em especial na área do turismo. Daí a cooperação para essa área.
desenvolvidas as relações ecomicas e políticas entre Portugal e o seu país. Nesse âmbito, é também possível uma cooperação com a Madeira, em especial na área do turismo.
O embaixador manifestou essa opinião no final de um encontro com Alberto João Jardim, ontem à tarde na Quinta Vigia, que serviu para o diplomata se apresentar e melhor conhecer a realidade madeirense.
O embaixador, que foi nomeado para Lisboa há seis meses, disse haver uma certa identificação da realidade madeirense com a tailandesa, em especial na área do turismo. Daí a cooperação para essa área.
http://deepestsolitude.blogspot.com/
Exceptis excipiendis.
Est autem fides credere quod nondum vides; cuius fidei merces est videre quod credis.
Mea mihi conscientia pluris est quam omnium sermo.
Multi famam, conscientiam pauci verentur.
Exceptis excipiendis.
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Mea mihi conscientia pluris est quam omnium sermo.
Multi famam, conscientiam pauci verentur.

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Desemprego Estabilizado - Jornal da Madeira
A Secretaria Regional dos Recursos Humanos afirma que o que tem afirmado acerca do desemprego no arquipélago é baseado em factos e em dados oficiais.
Os sinais de estabilização do desemprego na Região Autónoma da Madeira são bem patentes nos números que se têm vindo a registar. Uma nota, a propósito de uma notícia vinda ontem a público num matutino regional, a dar ênfase ao que diz ser o cresicmento do desemprego, a Secretaria Regional dos Recursos Humanos acentua que, olhando os números, “verifica-se que o valor máximo, na Madeira, foi registado em Janeiro de 2007, com 8.895 pessoas incritas no Instituto do Emprego”.
Acrescenta que “daí para cá, nunca mais se chegou a esse número”.
Mais refere a nota que, desde Janeiro até Junho do corrente ano, apenas em Abril se registou um ligeiro aumento. “Em todos os outros cinco meses deste ano têm sido verificados decréscimos”.
Em relação a taxas de desemprego abaixo da média nacional, a nota sublinha ser um facto indesmentível, com “tendência de decréscimo”. Deste modo, refere que a referida taxa, no 1º trimestre do ano, foi de 6,2%, contra 7% no anterior. Sendo que a média nacional é de 7,6% e, no continente, 7,7%.
Mais informação em: http://estatistica.gov-madeira.pt/
Os sinais de estabilização do desemprego na Região Autónoma da Madeira são bem patentes nos números que se têm vindo a registar. Uma nota, a propósito de uma notícia vinda ontem a público num matutino regional, a dar ênfase ao que diz ser o cresicmento do desemprego, a Secretaria Regional dos Recursos Humanos acentua que, olhando os números, “verifica-se que o valor máximo, na Madeira, foi registado em Janeiro de 2007, com 8.895 pessoas incritas no Instituto do Emprego”.
Acrescenta que “daí para cá, nunca mais se chegou a esse número”.
Mais refere a nota que, desde Janeiro até Junho do corrente ano, apenas em Abril se registou um ligeiro aumento. “Em todos os outros cinco meses deste ano têm sido verificados decréscimos”.
Em relação a taxas de desemprego abaixo da média nacional, a nota sublinha ser um facto indesmentível, com “tendência de decréscimo”. Deste modo, refere que a referida taxa, no 1º trimestre do ano, foi de 6,2%, contra 7% no anterior. Sendo que a média nacional é de 7,6% e, no continente, 7,7%.
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JSD a favor da série Madeira de futebol
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - O projecto
para a criação de uma série Madeira para a terceira divisão nacional de futebol, tem todo o apoio da JSD-Madeira. É uma proposta que a organização assume.
Existem várias razões para essa opção. Ontem, em mais um dia da iniciativa '11 dias em acção jovem', realizada em Santa Cruz e dedicada ao desporto, José António Garcês explicou que a série Madeira
tornará a competição mais atractiva e vai valorizar os atletas madeirenses, ao permitir-lhes continuar a sua carreira desportiva.
Aquele membro da Comissão Política Regional da 'jota' disse ainda que a medida permitiria reduzir as verbas gastas com o desporto federado e encaminhá-las para o apoio ao desporto para todos.
para a criação de uma série Madeira para a terceira divisão nacional de futebol, tem todo o apoio da JSD-Madeira. É uma proposta que a organização assume.
Existem várias razões para essa opção. Ontem, em mais um dia da iniciativa '11 dias em acção jovem', realizada em Santa Cruz e dedicada ao desporto, José António Garcês explicou que a série Madeira
tornará a competição mais atractiva e vai valorizar os atletas madeirenses, ao permitir-lhes continuar a sua carreira desportiva.
Aquele membro da Comissão Política Regional da 'jota' disse ainda que a medida permitiria reduzir as verbas gastas com o desporto federado e encaminhá-las para o apoio ao desporto para todos.
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Porto Santo está 'obrigado' a comprar dessalinizadora
O Porto Santo vai contar com mais uma dessalinizadora, isto depois de o Hotel Vila Baleira e o novo Pestana Porto Santo terem investido na produção de água a partir do mar. Tudo porque a actual capacidade de produção de água não dá resposta a todas as solicitações.
O abastecimento de água potável à ilha não está em causa, já que a Central Dessalinizadora da IGA é capaz de produzir 6.000 m3 por dia, o suficiente para abastecer 25 mil pessoas se a rede for reforçada com a introdução de parte dos 19.000 m3 de água armazenada em tanques.
Segundo dados a que o DIÁRIO teve acesso, as actuais necessidades de água para rega do campo de golfe, jardins, piscinas dos hotéis e para a agricultura é que não têm resposta por parte das entidades - públicas e privadas - que produzem água a partir do mar.
Depois do Vila Baleira instalar uma unidade que produz 240 m3/dia, o suficiente na época baixa e próxima das necessidades do Verão, garantindo com isso auto-suficiência, o novo Pestana Porto Santo também optou por produzir a água que consome. Até 500 clientes - 80% da ocupação - o hotel é auto-suficiente, podendo produzir 276 m3/dia e não necessitando da rede pública. Só para regar jardins a unidade gasta 120 m3.
Quem também não vai ficar à espera é a Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo, que já avançou para a aquisição de uma dessalinizadora tendo em vista a produção de água de rega para o seu campo de golfe.
Apesar de todos os estudos feitos até à data apontarem para o facto de a Estação de Tratamento de Resíduos da Calheta garantir o tratamento de todo o esgoto da ilha, sendo este suficiente para as necessidades de rega dos 18 buracos do campo - a que acrescem outros nove do 'pitch and putt' -, a verdade é que este tem sido um ano terrível para os responsáveis pela manutenção do campo, que já se viram obrigados a regar apenas os 'greens' e tee's, esquecendo outras zonas de jogo, pois choveu pouco e as lagoas estiveram a níveis perigosamente baixos.
A circunstância de a 'Sociedade' ter pronto o projecto de ampliação do Porto Santo Golf para mais 18 buracos, bem como o desejo de desenvolver uma área de turismo residencial de luxo, com 1.500 camas, aceleraram o processo de decisão.
Oficialmente o campo consome 1.500 m3/dia. Mas este não é um número verdadeiro, pois como a rega consome toda a produção da ETAR da Calheta, fácil é concluir que o consumo médio é superior aos 2.000 m3 por dia.
Dos dados apurados, a 'Sociedade' quer instalar uma unidade capaz de produzir 5.000 m3/dia, o que aos preços anunciados no mercado espanhol poderá obrigar a um investimento de 2,5 milhões de euros.
Uma empresa especializada garantiu ao DIÁRIO que a unidade poderá produzir a metade do preço cobrado pela IGA - entre 1,40 e 2,25 - com o investimento amortizável em 10 anos. Daí a aposta da Sociedade de Desenvolvimento.
MADEIRA PIONEIRA
Pioneira na produção de água potável a partir da água do mar, a Madeira pagou uma factura demasiado elevada pela circunstância de ter incorporado tecnologia que na data tinha custos de produção elevado. Hoje a dessalinização apresenta preços aceitáveis, o que só foi possível pela drástica redução de custos da osmose inversa, 'upgrad' garantindo em 2004 com a instalação de tecnologia de última geração.
No mercado internacional o que custava dois e até três euros por metro cúbico, é agora possível entre 0,70 e 0,45 euros, um valor muito discutível já que no Porto Santo o preço mais competitivo ronda os 0,90 cêntimos por m3.
O que vem sendo debatido, sobretudo em Espanha, é que a dessalinização é rentável em sítios a menos de 150 quilómetros do litoral e a uma cota inferior aos 200 metros. Isto porque a maior distância da costa ou a maior altitude os custos de transporte da água comprometem a rentabilidade económica do processo.
INDICADORES VÁRIOS
A agência do Reino Unido, World Wild Fund estima que a capacidade de dessalinização mundial duplique de 52 milhões de metros cúbicos de água por dia em 2008 para 107 milhões de metros cúbicos em 2016;
Segundo este mesmo relatório, Espanha e Itália surgem na quinta e oitava posição, respectivamente, na tabela do mercado mundial da dessalinização, liderada pela Arábia Saudita, Emiratos Árabes Unidos, Koweit e Estados Unidos;
A Espanha vai construir 26 unidades de dessalinização até 2009 para tentar combater a desertificação que ameaça mais de 30% do território. Só este ano entrarão em funcionamento mais 9 dessalinizadoras;
Espanha dessaliniza cerca de 760 Hm3/ano;
Canárias lidera a estatística espanhola de água dessalinizada com 33% do total (250 Hm3/ano);
Em 2005, o m3 de água potável em Canárias, tirada do mar, custava 1,65 euros;
No Porto Santo o IGA vende a água entre 1,40 e 2,25 por m3, consoante o escalão;
Comparada com o resto de Europa, as tarifas para o consumo urbano da água na Espanha são das mais baixas - em torno de 1,3 euros/m3 - junto com a Lituânia (0,64 euros/m3) e Itália (1,14 euros/m3); as mais caras situam-se na Suíça e Alemanha, acima dos dois euros por metro cúbico.
O abastecimento de água potável à ilha não está em causa, já que a Central Dessalinizadora da IGA é capaz de produzir 6.000 m3 por dia, o suficiente para abastecer 25 mil pessoas se a rede for reforçada com a introdução de parte dos 19.000 m3 de água armazenada em tanques.
Segundo dados a que o DIÁRIO teve acesso, as actuais necessidades de água para rega do campo de golfe, jardins, piscinas dos hotéis e para a agricultura é que não têm resposta por parte das entidades - públicas e privadas - que produzem água a partir do mar.
Depois do Vila Baleira instalar uma unidade que produz 240 m3/dia, o suficiente na época baixa e próxima das necessidades do Verão, garantindo com isso auto-suficiência, o novo Pestana Porto Santo também optou por produzir a água que consome. Até 500 clientes - 80% da ocupação - o hotel é auto-suficiente, podendo produzir 276 m3/dia e não necessitando da rede pública. Só para regar jardins a unidade gasta 120 m3.
Quem também não vai ficar à espera é a Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo, que já avançou para a aquisição de uma dessalinizadora tendo em vista a produção de água de rega para o seu campo de golfe.
Apesar de todos os estudos feitos até à data apontarem para o facto de a Estação de Tratamento de Resíduos da Calheta garantir o tratamento de todo o esgoto da ilha, sendo este suficiente para as necessidades de rega dos 18 buracos do campo - a que acrescem outros nove do 'pitch and putt' -, a verdade é que este tem sido um ano terrível para os responsáveis pela manutenção do campo, que já se viram obrigados a regar apenas os 'greens' e tee's, esquecendo outras zonas de jogo, pois choveu pouco e as lagoas estiveram a níveis perigosamente baixos.
A circunstância de a 'Sociedade' ter pronto o projecto de ampliação do Porto Santo Golf para mais 18 buracos, bem como o desejo de desenvolver uma área de turismo residencial de luxo, com 1.500 camas, aceleraram o processo de decisão.
Oficialmente o campo consome 1.500 m3/dia. Mas este não é um número verdadeiro, pois como a rega consome toda a produção da ETAR da Calheta, fácil é concluir que o consumo médio é superior aos 2.000 m3 por dia.
Dos dados apurados, a 'Sociedade' quer instalar uma unidade capaz de produzir 5.000 m3/dia, o que aos preços anunciados no mercado espanhol poderá obrigar a um investimento de 2,5 milhões de euros.
Uma empresa especializada garantiu ao DIÁRIO que a unidade poderá produzir a metade do preço cobrado pela IGA - entre 1,40 e 2,25 - com o investimento amortizável em 10 anos. Daí a aposta da Sociedade de Desenvolvimento.
MADEIRA PIONEIRA
Pioneira na produção de água potável a partir da água do mar, a Madeira pagou uma factura demasiado elevada pela circunstância de ter incorporado tecnologia que na data tinha custos de produção elevado. Hoje a dessalinização apresenta preços aceitáveis, o que só foi possível pela drástica redução de custos da osmose inversa, 'upgrad' garantindo em 2004 com a instalação de tecnologia de última geração.
No mercado internacional o que custava dois e até três euros por metro cúbico, é agora possível entre 0,70 e 0,45 euros, um valor muito discutível já que no Porto Santo o preço mais competitivo ronda os 0,90 cêntimos por m3.
O que vem sendo debatido, sobretudo em Espanha, é que a dessalinização é rentável em sítios a menos de 150 quilómetros do litoral e a uma cota inferior aos 200 metros. Isto porque a maior distância da costa ou a maior altitude os custos de transporte da água comprometem a rentabilidade económica do processo.
INDICADORES VÁRIOS
A agência do Reino Unido, World Wild Fund estima que a capacidade de dessalinização mundial duplique de 52 milhões de metros cúbicos de água por dia em 2008 para 107 milhões de metros cúbicos em 2016;
Segundo este mesmo relatório, Espanha e Itália surgem na quinta e oitava posição, respectivamente, na tabela do mercado mundial da dessalinização, liderada pela Arábia Saudita, Emiratos Árabes Unidos, Koweit e Estados Unidos;
A Espanha vai construir 26 unidades de dessalinização até 2009 para tentar combater a desertificação que ameaça mais de 30% do território. Só este ano entrarão em funcionamento mais 9 dessalinizadoras;
Espanha dessaliniza cerca de 760 Hm3/ano;
Canárias lidera a estatística espanhola de água dessalinizada com 33% do total (250 Hm3/ano);
Em 2005, o m3 de água potável em Canárias, tirada do mar, custava 1,65 euros;
No Porto Santo o IGA vende a água entre 1,40 e 2,25 por m3, consoante o escalão;
Comparada com o resto de Europa, as tarifas para o consumo urbano da água na Espanha são das mais baixas - em torno de 1,3 euros/m3 - junto com a Lituânia (0,64 euros/m3) e Itália (1,14 euros/m3); as mais caras situam-se na Suíça e Alemanha, acima dos dois euros por metro cúbico.
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"Agora ando ocupado"
DIÁRIO DE NOTICIAS - O calor aperta, mas José Avelino está feito ao sol. Trabalhou anos e anos na construção civil, não se assusta com o tempo quente, nem com o frio. Além do mais, custa-lhe deixar a horta cedida pela Câmara na Azinhaga da Nazaré. Não tira as plantas da cabeça, fica preocupado se têm sede ou estão doentes. E é por isso que, numa tarde de Agosto, enfrenta a temperatura para tratar o piolho do feijão rasteiro com uma mistura de água e sabão azul. Tem mais umas quantas tarefas. Regar as sementeiras de alfaces e ver como andam os pés de pimentos. De casa, que fica para os lados da Ajuda, trouxe uma faca para cortar a abóbora. Vai levá-la ao cunhado, "é para fazer sopa". Avelino, que esteve emigrado na Venezuela, na África do Sul e nos Estados Unidos, está reformado e vive só, a horta é a sua ocupação. "Agora ando ocupado. É muito melhor estar aqui do que em casa". E todos os fins de tarde, encontra os vizinhos das outras 13 hortas municipais da Azinhaga da Nazaré.
"Vamos falando da plantação, trocámos opiniões e sementes. É um bom convívio". Ganhou conhecimentos, tem legumes e hortaliças para si, para os amigos e para a família. "Uma vez por outra, vou ao mercado, compro fruta, mas estou aqui há oito meses e já arranquei duas vezes alfaces, feijão e abóbora". Por sugestão sua, um amigo já se inscreveu para os 12 novos talhões que autarquia prepara para entregar aos candidatos, mas a concorrência é muita.
"A lista de espera é grande, ouvi dizer que há 130 inscritos". De facto, os serviços municipais confirmam a extensa lista de espera, com números acima dos 100 inscritos. Margarida Dias, engenheira da Divisão de Parques e Jardins, reconhece que é grande a procura, a moda das hortas urbanas, lançada com a inauguração do Jardim Público da Ajuda, ganhou adeptos. Todos os talhões entregues estão cultivados, poucas vezes foi necessário mudar o 'concessionado'. Até porque, quando o hortelão é preguiçoso, perde a licença.
Com caminhos de cascalho miúdo e uma casinha de madeira para cada horta, os espaços parecem estranhos ali no meio dos prédios da Azinhaga da Nazaré e da Ajuda. A imagem de latadas, tomateiros, feijão, alfaces e beringelas é inesperada num espaço urbano tal como as profissões de quem cava e cuida. José Avelino foi emigrante e está reformado, mas há professores e proprietários de restaurantes. Quase todos fazem da horta um passatempo, um 'hobby' de fim de tarde e fim de semana.
12 novos lotes
A Câmara Municipal do Funchal conta entregar este mês os 12 novos talhões de hortas urbanas na zona da Nazaré, numa área próxima das actuais 14. As hortas serão sorteadas pelos mais de 100 inscritos, sendo que têm preferência os que moram nas redondezas. Cada talhão tem água canalizada, uma casa em madeira que serve para guardar alfaias e fertilizantes. Os lotes são separados por caminhos em cascalho e, a delimitar o espaço das hortas, há uma cerca de madeira.
"Vamos falando da plantação, trocámos opiniões e sementes. É um bom convívio". Ganhou conhecimentos, tem legumes e hortaliças para si, para os amigos e para a família. "Uma vez por outra, vou ao mercado, compro fruta, mas estou aqui há oito meses e já arranquei duas vezes alfaces, feijão e abóbora". Por sugestão sua, um amigo já se inscreveu para os 12 novos talhões que autarquia prepara para entregar aos candidatos, mas a concorrência é muita.
"A lista de espera é grande, ouvi dizer que há 130 inscritos". De facto, os serviços municipais confirmam a extensa lista de espera, com números acima dos 100 inscritos. Margarida Dias, engenheira da Divisão de Parques e Jardins, reconhece que é grande a procura, a moda das hortas urbanas, lançada com a inauguração do Jardim Público da Ajuda, ganhou adeptos. Todos os talhões entregues estão cultivados, poucas vezes foi necessário mudar o 'concessionado'. Até porque, quando o hortelão é preguiçoso, perde a licença.
Com caminhos de cascalho miúdo e uma casinha de madeira para cada horta, os espaços parecem estranhos ali no meio dos prédios da Azinhaga da Nazaré e da Ajuda. A imagem de latadas, tomateiros, feijão, alfaces e beringelas é inesperada num espaço urbano tal como as profissões de quem cava e cuida. José Avelino foi emigrante e está reformado, mas há professores e proprietários de restaurantes. Quase todos fazem da horta um passatempo, um 'hobby' de fim de tarde e fim de semana.
12 novos lotes
A Câmara Municipal do Funchal conta entregar este mês os 12 novos talhões de hortas urbanas na zona da Nazaré, numa área próxima das actuais 14. As hortas serão sorteadas pelos mais de 100 inscritos, sendo que têm preferência os que moram nas redondezas. Cada talhão tem água canalizada, uma casa em madeira que serve para guardar alfaias e fertilizantes. Os lotes são separados por caminhos em cascalho e, a delimitar o espaço das hortas, há uma cerca de madeira.
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Aves do Parque Ecológico em livro
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - livro 'Atlas das Aves Nidificantes do Parque Ecológico do Funchal' foi ontem lançado na Câmara Municipal do Funchal. A obra, da autoria de Isabel Fagundes, directora da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) na Madeira, e ainda de João Nunes e Jorge Ferreira, é uma edição da CMF com o apoio da empresa municipal 'Funchal 500 Anos', e conta com numerosas ilustrações científicas da autoria de Elisabete Henriques, retratando os diferentes tipos de aves existentes ou visitantes do Parque Ecológico do Funchal, espaço sob a responsabilidade da autarquia.
Com 116 páginas, o livro resulta de um trabalho de campo que envolveu várias pessoas e que permitiu identificar cerca de duas dezenas e meia de aves diferentes na área do Parque.
O principal objectivo do livro que foi apresentado ontem por Isabel Fagundes e por Henrique Costa Neves, vereador com o pelouro do Ambiente, é proporcionar a todos os interessados um instrumento que facilite a rápida identificação das aves que nidificam no Parque Ecológico, algumas das quais, segundo Isabel Fagundes, são consideradas vulneráveis, embora nenhuma esteja verdadeiramente ameaçada, até à data.
Cada ave referida na obra é abordada através de um texto alusivo e de uma ilustração. No final do livro, são também referidas as aves que apenas visitam o Parque, no decurso das suas migrações, não permanecendo nele ao longo de todo o ano.
Este estudo representa uma parceria entre a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e a Câmara Municipal do Funchal, e que vai ao encontro dos interesses dos observadores de aves, que, segundo Isabel Fagundes, além dos turistas, visitam bastante o Parque Ecológico.
Com 116 páginas, o livro resulta de um trabalho de campo que envolveu várias pessoas e que permitiu identificar cerca de duas dezenas e meia de aves diferentes na área do Parque.
O principal objectivo do livro que foi apresentado ontem por Isabel Fagundes e por Henrique Costa Neves, vereador com o pelouro do Ambiente, é proporcionar a todos os interessados um instrumento que facilite a rápida identificação das aves que nidificam no Parque Ecológico, algumas das quais, segundo Isabel Fagundes, são consideradas vulneráveis, embora nenhuma esteja verdadeiramente ameaçada, até à data.
Cada ave referida na obra é abordada através de um texto alusivo e de uma ilustração. No final do livro, são também referidas as aves que apenas visitam o Parque, no decurso das suas migrações, não permanecendo nele ao longo de todo o ano.
Este estudo representa uma parceria entre a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e a Câmara Municipal do Funchal, e que vai ao encontro dos interesses dos observadores de aves, que, segundo Isabel Fagundes, além dos turistas, visitam bastante o Parque Ecológico.
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Ronaldo escolhe a Madeira para receber a “Bota de Ouro"
JORNAL DA MADEIRA - O madeirense Cristiano Ronaldo escolheu a Madeira para receber a “Bota
de Ouro”, troféu que é outorgado anualmente pela UEFA ao melhor marcador dos campeonatos europeus e que o avançado conquistou na época passada ao serviço do Manchester United, apontando 39 golos, oitos dos quais na Liga dos Campeões.
O futebolista internacional que anseia agora jogar no Real Madrid, aproveitou a permissa concedida pela UEFA que lhe confere o direito de escolha do local onde irá receber o troféu, indicando a sua terra natal para o efeito.
A Madeira, aliás, é um destino que Ronaldo não dispensa, cada vez que para isso tem oportunidade e se o “craque” não gozou as últimas férias na Região, foi porque tinha planeado a visita para mais tarde, a fim de receber o troféu que lhe é destinado.
Gala vai ter lugar no Casino da Madeira
O local onde irá ter lugar a gala já foi escolhido, será na sala de congressos do Casino da Madeira. Quanto à data ainda não há confirmação, mas tudo indica que será no final deste mês.
Cristiano Ronaldo, recorde-se, foi sujeito recentemente a uma intervenção cirúrgica da qual se ncontra a recuperar actualmente no continente, depois de ter gozado umas férias nos Estados Unidos.
A época passada foi para Ronaldo a melhor de sempre, a todos os níveis.
O “craque” madeirense conseguiu aliar o título da Liga inglesa ao da Liga dos Campeões, conquista esta obtida pela primeira vez na sua ainda curta carreira. Para além disso, o madeirense teve ainda a primazia de arrebatar o título de melhor marcador do campeonato inglês (31 golos), melhor goelador da “Champions” (8 golos) e de ter sido considerado o melhor jogador da “Premier League”.
de Ouro”, troféu que é outorgado anualmente pela UEFA ao melhor marcador dos campeonatos europeus e que o avançado conquistou na época passada ao serviço do Manchester United, apontando 39 golos, oitos dos quais na Liga dos Campeões.
O futebolista internacional que anseia agora jogar no Real Madrid, aproveitou a permissa concedida pela UEFA que lhe confere o direito de escolha do local onde irá receber o troféu, indicando a sua terra natal para o efeito.
A Madeira, aliás, é um destino que Ronaldo não dispensa, cada vez que para isso tem oportunidade e se o “craque” não gozou as últimas férias na Região, foi porque tinha planeado a visita para mais tarde, a fim de receber o troféu que lhe é destinado.
Gala vai ter lugar no Casino da Madeira
O local onde irá ter lugar a gala já foi escolhido, será na sala de congressos do Casino da Madeira. Quanto à data ainda não há confirmação, mas tudo indica que será no final deste mês.
Cristiano Ronaldo, recorde-se, foi sujeito recentemente a uma intervenção cirúrgica da qual se ncontra a recuperar actualmente no continente, depois de ter gozado umas férias nos Estados Unidos.
A época passada foi para Ronaldo a melhor de sempre, a todos os níveis.
O “craque” madeirense conseguiu aliar o título da Liga inglesa ao da Liga dos Campeões, conquista esta obtida pela primeira vez na sua ainda curta carreira. Para além disso, o madeirense teve ainda a primazia de arrebatar o título de melhor marcador do campeonato inglês (31 golos), melhor goelador da “Champions” (8 golos) e de ter sido considerado o melhor jogador da “Premier League”.
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Funchal deveria ser património mundial
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - O advogado e escritor Rui Nepomuceno considera que as entidades regionais e
municipais deveriam empenhar-se junto da UNESCO para que a zonas históricas da cidade do Funchal fossem classificadas de Património Histórico da Humanidade.
O advogado funchalense, de 72 anos de idade, também conhecido pela sua intervenção política e pela sua ligação à cultura regional - já publicou alguns livros de cariz histórico -, é da opinião que o Funchal
tem condições para ser nomeado e classificado pela UNESCO.
Rui Nepomuceno lembra que a cidade de Angra do Heroísmo, capital da ilha açoriana da Terceira, já obteve essa classificação há algum tempo, e não tem em termos históricos e monumentais a mesma importância do Funchal. "Temos mais pergaminhos históricos", reforça.
"Fomos o primeiro porto atlântico e foi no Funchal que os europeus construíram a primeira cidade fora do continente" recorda o advogado, que acrescenta as razões que contribuem para esse raciocínio,
nomeadamente o facto do porto ter sido uma plataforma importante de apoio à saga dos Descobrimentos Portugueses. "Até no turismo fomos pioneiros no País... mas antes tivemos o maior Arcebispado do mundo", destaca Rui Nepomuceno entre os pontos que serviriam de referência para
uma decisão da UNESCO.
"Essa seria uma excelente saída para as comemorações dos 500 Anos da fundação da cidade do Funchal, e seria um passo muito importante, projectando-lhe o futuro", reforça o advogado e escritor.
Para que essa ideia possa continuar a ser perseguida e alimentada, o nosso entrevistado considera que os funchalenses devem cuidar melhor do seu património histórico e do que resta do património ambiental, procurando proteger as zonas históricas da cidade, aquelas com maior interesse, onde a intervenção do homem se deu há mais tempo e por onde se pode contar a nossa História.
Rui Nepomuceno concorda que a cidade mudou bastante e no aspecto social refere que o Funchal sempre teve uma vida interessante e intensa. No século XIX era famosa a actividade no Palácio de São Lourenço, onde decorriam as festas fechadas, que se abriram depois para outros sítios.
Nos últimos anos alargaram-se também os conhecimentos dos funchalenses, o seu nível cultural, e a cidade cresceu também nesse aspecto, embora Rui Nepomuceno considere que ainda se poderá fazer mais. A propósito sugere que as escolas da Região Autónoma lutem por um programa próprio de História e de Geografia Política [Algo possível através de um despacho da Secretaria Regional de Educação]. "É preciso ensinar aos jovens da hoje a História da sua terra, é preciso ensinar-lhes para que tenham orgulho do que aqui foi feito, da intervenção e projecção da ilha no
mundo", propõe Rui Nepomuceno.
Sobre a proliferação de cidades na ilha, que de certo modo retiraram protagonismo ao Funchal, o advogado é da opinião que foi o rasgar dos acessos, das vias rápidas e das novas estradas que
aproximaram as pessoas e criaram outros pólos de desenvolvimento. A capital poderá ter perdido algum protagonismo, admite, mas não a importância que sempre teve e terá na vida pública e social do
arquipélago.
Sobre o Funchal de alguns anos passados recorda com saudade alguns movimentos culturais existentes, como o Cine Fórum do Funchal e outros grupos de teatro e de música, que envolviam muitas pessoas.
Tempos de grande actividade cultural, em que os eventos eram falados até fora da Região. Agora são outros tempos, as circunstâncias e as condições de trabalho mudaram. Os paradigmas também. Rui Nepomuceno diz que está satisfeito: na semana passada assistiu a um espectáculo do Grupo Experimental de Teatro do Funchal. Recordou-lhe a animação de outros tempos, em que os funchalenses se interessavam pelas coisas das Belas Artes. A cidade volta a ganhar espaços e eventos culturais. Os funchalenses voltam a mostrar empenho pelas coisas menos mercantis, por
aquelas que satisfazem o espírito e pelas quais se destaca na sociedade madeirense.
municipais deveriam empenhar-se junto da UNESCO para que a zonas históricas da cidade do Funchal fossem classificadas de Património Histórico da Humanidade.
O advogado funchalense, de 72 anos de idade, também conhecido pela sua intervenção política e pela sua ligação à cultura regional - já publicou alguns livros de cariz histórico -, é da opinião que o Funchal
tem condições para ser nomeado e classificado pela UNESCO.
Rui Nepomuceno lembra que a cidade de Angra do Heroísmo, capital da ilha açoriana da Terceira, já obteve essa classificação há algum tempo, e não tem em termos históricos e monumentais a mesma importância do Funchal. "Temos mais pergaminhos históricos", reforça.
"Fomos o primeiro porto atlântico e foi no Funchal que os europeus construíram a primeira cidade fora do continente" recorda o advogado, que acrescenta as razões que contribuem para esse raciocínio,
nomeadamente o facto do porto ter sido uma plataforma importante de apoio à saga dos Descobrimentos Portugueses. "Até no turismo fomos pioneiros no País... mas antes tivemos o maior Arcebispado do mundo", destaca Rui Nepomuceno entre os pontos que serviriam de referência para
uma decisão da UNESCO.
"Essa seria uma excelente saída para as comemorações dos 500 Anos da fundação da cidade do Funchal, e seria um passo muito importante, projectando-lhe o futuro", reforça o advogado e escritor.
Para que essa ideia possa continuar a ser perseguida e alimentada, o nosso entrevistado considera que os funchalenses devem cuidar melhor do seu património histórico e do que resta do património ambiental, procurando proteger as zonas históricas da cidade, aquelas com maior interesse, onde a intervenção do homem se deu há mais tempo e por onde se pode contar a nossa História.
Rui Nepomuceno concorda que a cidade mudou bastante e no aspecto social refere que o Funchal sempre teve uma vida interessante e intensa. No século XIX era famosa a actividade no Palácio de São Lourenço, onde decorriam as festas fechadas, que se abriram depois para outros sítios.
Nos últimos anos alargaram-se também os conhecimentos dos funchalenses, o seu nível cultural, e a cidade cresceu também nesse aspecto, embora Rui Nepomuceno considere que ainda se poderá fazer mais. A propósito sugere que as escolas da Região Autónoma lutem por um programa próprio de História e de Geografia Política [Algo possível através de um despacho da Secretaria Regional de Educação]. "É preciso ensinar aos jovens da hoje a História da sua terra, é preciso ensinar-lhes para que tenham orgulho do que aqui foi feito, da intervenção e projecção da ilha no
mundo", propõe Rui Nepomuceno.
Sobre a proliferação de cidades na ilha, que de certo modo retiraram protagonismo ao Funchal, o advogado é da opinião que foi o rasgar dos acessos, das vias rápidas e das novas estradas que
aproximaram as pessoas e criaram outros pólos de desenvolvimento. A capital poderá ter perdido algum protagonismo, admite, mas não a importância que sempre teve e terá na vida pública e social do
arquipélago.
Sobre o Funchal de alguns anos passados recorda com saudade alguns movimentos culturais existentes, como o Cine Fórum do Funchal e outros grupos de teatro e de música, que envolviam muitas pessoas.
Tempos de grande actividade cultural, em que os eventos eram falados até fora da Região. Agora são outros tempos, as circunstâncias e as condições de trabalho mudaram. Os paradigmas também. Rui Nepomuceno diz que está satisfeito: na semana passada assistiu a um espectáculo do Grupo Experimental de Teatro do Funchal. Recordou-lhe a animação de outros tempos, em que os funchalenses se interessavam pelas coisas das Belas Artes. A cidade volta a ganhar espaços e eventos culturais. Os funchalenses voltam a mostrar empenho pelas coisas menos mercantis, por
aquelas que satisfazem o espírito e pelas quais se destaca na sociedade madeirense.
http://deepestsolitude.blogspot.com/
Exceptis excipiendis.
Est autem fides credere quod nondum vides; cuius fidei merces est videre quod credis.
Mea mihi conscientia pluris est quam omnium sermo.
Multi famam, conscientiam pauci verentur.
Exceptis excipiendis.
Est autem fides credere quod nondum vides; cuius fidei merces est videre quod credis.
Mea mihi conscientia pluris est quam omnium sermo.
Multi famam, conscientiam pauci verentur.

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