NATO/CIMEIRA
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NATO/CIMEIRA
NATO/Cimeira: Portugal contra alargamento "precipitado" da Aliança à Ucrânia e Geórgia
02 de Abril de 2008, 20:26
Bucareste, 02 Abr (Lusa) - O primeiro-ministro português manifestou-se hoje contra uma "adesão precipitada" à NATO da Ucrânia e da Geórgia, ao contrário do presidente norte-americano, George W. Bush, que pretende acelerar o alargamento da Aliança aos dois países já na Cimeira de Bucareste.
"Nós temos reservas quanto à adesão imediata ou a assunção de um estatuto em relação ao processo de adesão", disse José Sócrates à chegada a Bucareste para participar, até sexta-feira, na Cimeira anual de líderes da Aliança Atlântica.
George W.Bush, primeiro dos 26 chefes de Estado e governo a aterrar na capital romena, proveniente de Kiev, declarou esperar que os aliados ofereçam um "estatuto especial" - prévio a uma futura adesão - à Ucrânia, bem como à Geórgia, duas ex-repúblicas soviéticas cuja aproximação às estruturas euro-atlânticas esbarra com a hostilidade de Moscovo.
"Devemos dar um sinal claro de que a Aliança Atlântica (NATO) secunda as aspirações de uma futura adesão da Ucrânia e Geórgia, países aos quais deve entretanto ser oferecido um estatuto especial", afirmou Bush.
Na gíria aliada, trata-se de acolher os dois países no chamado Plano de Acção para a Adesão (MAP), última etapa, embora sem garantias, para se tornarem membros de pleno direito da NATO.
"Achamos que esse processo está em desenvolvimento e que deve levar o seu tempo, nada de precipitações. Mas temos uma posição aberta", sublinhou José Sócrates.
A tese do presidente norte-americano é sufragada por outros antigos satélites de Moscovo, como as três repúblicas bálticas (Estónia, Letónia e Lituânia), bem como pela Polónia, mas não acolhe a necessária unanimidade dos aliados.
Na terça-feira, o primeiro-ministro francês, François Fillon, não escondeu a desaprovação da França, em nome do "equilíbrio de poderes" não só europeus, mas também entre a Europa e a Rússia.
Hoje, o chefe da diplomacia de Berlim, Frank-Walter Steinmeier, confessou não haver "nenhuma razão imperiosa para envenenar as relações" com o Kremlin, tensas desde a independência unilateral declarada pela maioria albanesa na ex-província meridional sérvia do Kosovo.
Outros países aliados consideram que Kiev e Tbilissi precisam de estabilizar mais politicamente e de amadurecer as suas jovens democracias.
FPB.
Lusa/Fim
02 de Abril de 2008, 20:26
Bucareste, 02 Abr (Lusa) - O primeiro-ministro português manifestou-se hoje contra uma "adesão precipitada" à NATO da Ucrânia e da Geórgia, ao contrário do presidente norte-americano, George W. Bush, que pretende acelerar o alargamento da Aliança aos dois países já na Cimeira de Bucareste.
"Nós temos reservas quanto à adesão imediata ou a assunção de um estatuto em relação ao processo de adesão", disse José Sócrates à chegada a Bucareste para participar, até sexta-feira, na Cimeira anual de líderes da Aliança Atlântica.
George W.Bush, primeiro dos 26 chefes de Estado e governo a aterrar na capital romena, proveniente de Kiev, declarou esperar que os aliados ofereçam um "estatuto especial" - prévio a uma futura adesão - à Ucrânia, bem como à Geórgia, duas ex-repúblicas soviéticas cuja aproximação às estruturas euro-atlânticas esbarra com a hostilidade de Moscovo.
"Devemos dar um sinal claro de que a Aliança Atlântica (NATO) secunda as aspirações de uma futura adesão da Ucrânia e Geórgia, países aos quais deve entretanto ser oferecido um estatuto especial", afirmou Bush.
Na gíria aliada, trata-se de acolher os dois países no chamado Plano de Acção para a Adesão (MAP), última etapa, embora sem garantias, para se tornarem membros de pleno direito da NATO.
"Achamos que esse processo está em desenvolvimento e que deve levar o seu tempo, nada de precipitações. Mas temos uma posição aberta", sublinhou José Sócrates.
A tese do presidente norte-americano é sufragada por outros antigos satélites de Moscovo, como as três repúblicas bálticas (Estónia, Letónia e Lituânia), bem como pela Polónia, mas não acolhe a necessária unanimidade dos aliados.
Na terça-feira, o primeiro-ministro francês, François Fillon, não escondeu a desaprovação da França, em nome do "equilíbrio de poderes" não só europeus, mas também entre a Europa e a Rússia.
Hoje, o chefe da diplomacia de Berlim, Frank-Walter Steinmeier, confessou não haver "nenhuma razão imperiosa para envenenar as relações" com o Kremlin, tensas desde a independência unilateral declarada pela maioria albanesa na ex-província meridional sérvia do Kosovo.
Outros países aliados consideram que Kiev e Tbilissi precisam de estabilizar mais politicamente e de amadurecer as suas jovens democracias.
FPB.
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Fundador do FDR - Fórum Democracia Real e Director da AIMP-LISBOA
http://portugal1143.wordpress.com/ - O Blogue da História de Portugal inaugurado a 12 de Junho de 2008
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David Garcia- DIRECTOR DA AIMP - LISBOA

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Re: NATO/CIMEIRA
NATO/Cimeira
Decisão francesa de voltar para estruturas militares é uma boa notícia - José Sócrates
A decisão da França de voltar a integrar as estruturas militares da NATO em 2009, anunciada hoje na Cimeira da Aliança Atlântica em Bucareste, pelo Presidente Nicolas Sarkozy, foi considerada «uma boa notícia» pelo primeiro-ministro José Sócrates
«Isso é uma boa notícia e essa participação da França fortalece esta Aliança», tinha declarado José Sócrates quinta-feira ao fim do dia à chegada à capital da Roménia.
O Presidente da França anunciou oficialmente hoje de manhã que o país voltará a integrar as estruturas militares da NATO logo a seguir à presidência francesa da União Europeia, no segundo semestre de 2008.
Para o primeiro-ministro português, a decisão de Paris vai ajudar a enfrentar os novos desafios da Aliança, nomeadamente o do fortalecimento do relacionamento entre a Europa e os Estados Unidos, que considerou ser o desafio principal.
A França não faz parte das estruturas militares da NATO desde que o antigo Presidente general de Gaulle tomou essa decisão em 1966.
Lusa / SOL
Decisão francesa de voltar para estruturas militares é uma boa notícia - José Sócrates
A decisão da França de voltar a integrar as estruturas militares da NATO em 2009, anunciada hoje na Cimeira da Aliança Atlântica em Bucareste, pelo Presidente Nicolas Sarkozy, foi considerada «uma boa notícia» pelo primeiro-ministro José Sócrates
«Isso é uma boa notícia e essa participação da França fortalece esta Aliança», tinha declarado José Sócrates quinta-feira ao fim do dia à chegada à capital da Roménia.
O Presidente da França anunciou oficialmente hoje de manhã que o país voltará a integrar as estruturas militares da NATO logo a seguir à presidência francesa da União Europeia, no segundo semestre de 2008.
Para o primeiro-ministro português, a decisão de Paris vai ajudar a enfrentar os novos desafios da Aliança, nomeadamente o do fortalecimento do relacionamento entre a Europa e os Estados Unidos, que considerou ser o desafio principal.
A França não faz parte das estruturas militares da NATO desde que o antigo Presidente general de Gaulle tomou essa decisão em 1966.
Lusa / SOL
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